Mudar pode ser a única opção sã

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Mudar é olhar para um rio sem conseguir ver a margem oposta. E é por isso que uma transformação exige tanta coragem. Temos que deixar o que já conhecemos para partir rumo ao que ainda nos é desconhecido, entendendo que o caminho, nesse momento, importa tanto quanto – ou mais – do que o destino (que ainda não sabemos 100% qual é).

É claro que mudar exige metas. Exige que pensemos onde estamos e para onde gostaríamos de ir. Onde nos projetamos, que nos imaginamos mais realizados? Por quê? Perguntas assim são essenciais, como um primeiro passo para mudar.

Não se trata, no entanto, apenas de traçar esses objetivos. Mudar exige um caminhar, dia após dia, por uma estrada que ainda não conhecemos, simplesmente porque ainda está para ser construída. – por nós mesmos. Mudar exige atitude e planejamento.

Planejar ajuda a reduzir a ansiedade.

Disposição para tomar decisões, e sabedoria para saber que é impossível acertar todas. Desapego para deixar o conforto para trás, em busca do que sacode, do que renova, do que no início pode parecer bastante desconfortável por ser estranho, árido, confuso, até. Mas que também pode ser incrível.

Com menos ansiedade, tomamos decisões mais conscientes, menos precipitadas.

Vontade de sair correndo para onde estava. Medo. Normal.

Precisamos seguir andando, seguir adiante, com medo mesmo. Ter medo é OK. Faça do medo um aliado. Use-o como amuleto: ele emite um alerta, e esse sinal nos torna mais atentos. Ótimo. Precisamos mesmo de atenção.

Muita gente vai dizer para desistir.

Normal. Mudar incomoda. Faz os outros pensarem: “fulano está mudando, será que tenho que mudar também?” (…)

Mas não pode desistir.

Porque quem começa a se transformar já conseguiu dar o primeiro passo, que é talvez o mais difícil. Não vale parar agora! Mesmo que ainda haja muito até a próxima margem. Não sabemos mesmo onde ela fica…

Pode ser então que já tenhamos passado da metade do caminho e estejamos já mais perto da margem do outro lado do que daquela que deixamos para trás.

Vai saber.

Não há ninguém além da nova versão de nós mesmos, na outra margem do rio.

E quem mais importante?

Mudar é uma jornada inesquecível de autoconhecimento, ponderação, ajuste de expectativas, encontros e incertezas deliciosamente aterrorizantes e incrivelmente engrandecedoras.

E, muitas vezes, mudar pode ser a única opção sã.

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